A diversidade de nomes e estratégias de estudo e intervenção junto às instituições. - As modalidades psicanalíticas com destaque a Bleger e sua Psicologia Institucional. - As modalidades sócio políticas com destaque a Análise Institucional de Lapassade e Análise de Instituições Concretas de José Augusto Guilhon Albuquerque. - Em busca da especificidade de atuação do psicólogo junto a instituições. - A psicologia como instituição do conhecimento e da prática profissional.
Da execração à psicanálise, característica dos escritos da década de 1980 que se diziam filiados ao pensamento de M. Foucault, pretendemos partir rumo ao resgate de um campo em que, pontualmente, é possível fazer interfaces entre o pensamento de Freud e de Foucault. Produzir interlocuções dessa espécie exige um rigoroso exercício de identificação, de posicionamento e de diferenciação de termos, na trama conceitual de um e outro autor. É a esse exercício que visamos com o desenvolver da presente disciplina. A razão desse trabalho conceitual, em última instancia, é revisitar a psicanálise e, por essa via a psicologia, em suas práticas discursivas, da perspectiva de um saber fora delas. Sempre para que saberes e fazeres não se esgotem no interior de suas fronteiras.
A presente disciplina visa a destacar em M. Foucault, sua concepção de poder como micro política, bem como as relações entre poder e produção de subjetividades. Em suas palavras: como é que se objetivam sujeitos em relações de poder. Tudo isso para, em última instância, buscar pensar, como Foucault, o exercício da psicologia como disciplina do conhecimento e como profissão.
Esta disciplina visa à fundamentação da Análise Institucional de Discurso (AID) como uma analítica da subjetividade e, nessa condição, como uma estratégia de pesquisa em psicologia, construída nas fronteiras entre a psicanálise de Freud, as idéias de M. Foucault e a linguística pragmática francesa. Tem como operadores conceituais os termos discurso, instituição e análise.